Danças de Salão
Não importa o ritmo, a dança é um excelente exercício para queimar calorias, espantar o estresse e conquistar novas amizades
Mônica Krausz
A analista de suporte Renata Busico, 28 anos, trabalha sentada praticamente o dia inteiro e por isso resolveu incluir alguma atividade física na rotina. Mesmo antes de descobrir a presença do diabetes tipo 1, em março do ano passado, a paulistana já dava os primeiros passos nas aulas de dança de salão. “Ao confirmar o diagnóstico, imediatamente comecei a usar insulina e, com o tempo, percebi que dançar ajudava no controle glicêmico”, conta Renata, que tem uma irmã de 19 anos com diabetes tipo 1 desde os seis.
Diante de tamanho benefício à saúde, Renata optou por aumentar a frequência à escola de dança e passou de um para quatro dias. “Nos dias em que danço, praticamente não utilizo insulina. Além disso, quando estou meio depressiva, as aulas me ajudam a espantar o baixo-astral”, garante a jovem. Outra vantagem destacada por ela é a manutenção do peso. “Aliando o exercício a uma dieta balanceada consigo me manter bonita e em forma para vestir qualquer figurino”, admite.
Como a dança de salão exige um par, Renata encontrou um parceiro que de melhor amigo virou namorado. Os dois, inclusive, conquistaram o terceiro lugar em um recente concurso de salsa, em São Paulo (SP). “Ficar em terceiro lugar foi uma grande vitória para quem dança salsa há apenas três meses. Em setembro vamos participar de outro campeonato”, anuncia Renata, que também se dedica ao zouk.
Para aqueles que fogem da academia e de exercícios monótonos, a dança parece ser uma excelente solução. “Por ser um exercício prazeroso e dinâmico, a pessoa nem percebe que está se exercitando”, destaca o educador físico especialista em diabetes Rodrigo T. Iborra, do Laboratório de Lípides da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Mas, antes de se matricular em uma escola de dança, é importante conversar com o médico para uma avaliação geral da saúde. Além disso, o profissional vai ajustar as doses de insulina no dia da atividade. “Por ser uma atividade aeróbia, a dança contribui para o controle glicêmico diminuindo, muitas vezes, a quantidade de insulina aplicada”, avisa Iborra. Ainda segundo ele, a dieta alimentar é outro ponto que merece atenção dos dançarinos para evitar quadros de hiperglicemia e hipoglicemia.
(continua)
Leia a matéria completa na revista Sabor&Vida Diabéticos nº 51