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Pulverização aérea

 Aplicação de defensivos agrícolas por meio de aviões pode ser uma alternativa para o produtor que queira um trabalho rápido e eficiente

 

Ricardo Maia

 Quando o avião sobrevoa a mais de 200 km/h sobre a fazenda São Sebastião, localizada no município de Mariluz, Noroeste do Paraná, Donizete Aparecido Ferreira fica cada vez mais convencido de que fez a escolha certa ao adotar essa ferramenta de pulverização para sua lavoura. Em 1984, quando assumiu a gerência da fazenda, a agricultura no Estado passava por momentos difíceis, devido à alta incidência de chuva que o atingiu naquela época. Em consequência disso, mesmo em dias de estiagem, único momento oportuno para a aplicação de defensivos, os tratores pulverizadores não atravessavam a plantação de algodão, principal cultivo da fazenda até então, pois o barro escorregadio impossibilitava a passagem.

Por sua experiência, Ferreira descobriu que a única opção para não comprometer a lavoura seria utilizar um avião agrícola. Com os bons resultados obtidos no primeiro teste, juntamente com o sucesso da colheita, o administrador convenceu os proprietários da fazenda de que a pulverização aérea era a alternativa mais rápida e economicamente viável. Desde então, o aparelho passou a ser uma ferramenta indispensável da propriedade. Hoje, todos os 15 mil hectares de plantação de soja, milho e cana-de-açúcar são pulverizados por aeronave. “O retorno no investimento em um avião, que custa em média de R$ 650 mil, se dá em pouco tempo, já que o preço de uma aeronave não vai muito além dos custos de máquinas e equipamentos convencionais, que giram em torno de R$ 500 mil”, aponta.

Entretanto, mesmo com essas vantagens, a aviação agrícola ainda é pequena no Brasil e conta com uma participação de mercado que não chega a 10%, cuja frota gira em torno de 1.500 aeronaves. De acordo com Eduardo Araújo, assessor técnico do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), o setor tem grande espaço para crescer no País, principalmente no Centro-Oeste, já que as lavouras são bem maiores se comparadas às outras regiões. Mesmo assim, a utilização de aviões para pulverização ainda está concentrada no Sul do Brasil, principalmente na cultura do arroz no Rio Grande do Sul. Por causa disso, a maioria das empresas de aluguel se concentra nessa região, cuja demanda cresce a cada ano.

(Continua)

Leia a matéria completa na edição nº23 da Revista Terraviva